Orixá Xangô



Xangô não é somente um Orixá associado à justiça mas sim as vitórias perante os desafios, ele representa a superação, a determinação, a garra e a vitória de forma justa. O poder, a soberania, o respeito à hierarquia, a sabedoria e a justiça são elementos importantíssimos associados a este Orixá. Em uma de suas lendas conta-se que ele destronou Dadá-Ajaká por considerá-lo muito calmo e por não realizar um bom governo. Xangô então apoiado pelo povo de Oyó destronou Dadá-Ajaká tornando-se o quarto Alafin de Oyó. Oranian era Pai de Xangô e fundador de Oyó, por este motivo o reinado já pertencia a Xangô por direito, porém como falamos anteriormente, a discordância perante as atitudes e a condução do Reino por parte de Dadá-Ajaká fez com que Xangô o destronasse antecipando a sucessão real.
Xangô foi um grande homem, um analítico, avaliando de forma minuciosa todos os interesses de seu reino, tendo assim aceitação e credibilidade perante seus súditos; tomando sempre as melhores decisões, sendo um grande senhor no comando de todo o reino, também atuando como um grande repressor dos maus costumes e um grande pregador da Justiça. Suas decisões, por mais que elas fossem impostas eram sempre justas e traziam benefícios concretos para o seu reinado, isso sempre fosse idolatrado e amado acima de tudo.
Xangô é a aplicação do poder de forma justa e organizada, é o representante da autoridade aplicada em forma de benefício do coletivo, é a organização, é o sentido organizacional contido em cada ser.
O Raio que ilumina os caminhos e castiga os inimigos; o fogo que purifica e pune aqueles que não honram seu nome, seu reino e a justiça. Como todo rei, era dotado de beleza, vaidade, um grande conquistador, galanteador, tanto que teve como esposas Oyá, Oxum e Obá.
Como sabemos existem diversas lendas e formas das mesmas serem contadas, muita das vezes alguns detalhes são modificados, porém o real sentido contido em cada uma delas ou forma de como elas são transmitidas possuem um grande valor comum como podemos ver na lenda a seguir:
Odudua, era bisavô de Xangô, Odudua foi o grande fundador da cidade sagrada de Ilê-Ifé, ele foi casado com Olokun e tiveram três filhos, o mais velho se chamava Ogun, que a exemplo de seu pai tornou-se um grande guerreiro. O segundo se chamava Isedale que era uma mulher e o terceiro era Okamby. 
*Odudua e Olokun - Para alguns estas divindades são consideradas femininas, para outros masculinas. Odudua para uns é homem, para outros mulher, assim como Olokun
Okamby teve sete filhos, entre eles o que mais se destacou foi Oranian, um grande conquistador e fundador da cidade de Oyó. Oranian casou-se com a filha do rei Elepé (Elempe) da cidade de Tapá, um território de Nupe, cujo o nome era Torosi, também conhecida como Ìyámàsèmalè. Oranian e Torosi tiveram dois filhos, um se chamava Dadá Ajaká e outro Olufiran, vindo a ser conhecido mais tarde como Xangô. Xangô tinha um temperamento forte e era muito violento. Xangô era um grandioso conquistador, quando ele fundou a cidade de Oyó, Oranian prestou uma homenagem ao seu falecido pai Okamby, conferindo-lhe o título de Primeiro Rei de Oyó, conservando para a si a posição de segundo rei da cidade, bem como título de Senhor do Palácio Real da Cidade de Ilê Ifé.
Certa vez Oranian saiu para uma de suas expedições e não retornou mais; não dando qualquer notícia sobre seu paradeiro. Ficou então decidido que Ajaká assumiria definitivamente o trono e assim passou a ser o terceiro rei de Oyó, retirando do palácio real a bandeira de Oranian.
Passado um certo tempo, Oranian retornou ao seu reino, tomando conhecimento de que sua bandeira não estava mais lá no palácio e que Dadá assumiu o trono, então ele resolveu ir para cidade de Ilê Ifé para não causar constrangimentos ao filho.
Conta-se que Ajaká reinava de forma pacífica, ordeira, cabendo a Olufiran (Xangô) e seu primo Ayrá o controle sobre todos os exércitos e territórios conquistados. Xangô comandava bravamente seus exércitos e expandiu o reino de seu irmão, mas, ele não concordava com a forma de reinar de seu irmão, achava que o povo merecia mais benefícios, então decidiu destronar Ajaká e assim passou a ter o controle de todo o reino de Oyó. Sob o seu comando o reino expandiu, se tornou mais justo. Ayrá tornou-se o comandante das tropas de Xangô.
Dia de Culto no Brasil - Quarta-Feira
Cores - Vermelho ou Marrom com Branco
Símbolos - Osè Edún Àrá e Seré
Saudação - Ká wòóo ka biyè si! - Podemos olhar vossa majestade?
Kawò Kabiyèsílé! - Venha ver o Rei descer sobre a Terra ou Salve a Vossa Majestade

Autor
Samir Castro
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#Umbanda #Candomblé #Xangô

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