Curiosidades Maria Padilha


Como já relatei em textos anteriores, é muito complexo falarmos de entidades de Umbanda, existem várias visões, definições e opiniões sobre este tema, falar sobre qualquer entidade é delicado, pois sabemos mais, digamos, sobre o espírito que originou determinada linha e falange de trabalho do que aqueles que compõem esta determinada falange. Devemos sempre nos lembrar que existem diversos outros espíritos, energias astrais que atuam como representantes de determinadas Entidades, as entidades originárias, por este motivo sabemos que existe Maria Padilha que pode se dividir em Maria Padilha das Almas, Da Estrada, Do Cruzeiro e tantas outras cada uma com um ou mais espíritos representantes com seus nomes próprios referente a sua passagem pelo plano terreno, campo de atuação e modo de trabalho. Falando de um modo geral Maria Padilha em sua origem está relacionada à feitiços, é muito comum vermos sua manifestação em filhos de Oxossi, Exú orixá, Oxum, Iemanjá e Filhas de Iansã, isto não significa que não poderemos ver sua manifestação em filhos de Orixá, pelo contrário, isto poderá ocorrer.

O Texto que apresentarei a seguir está relacionado diretamente à Maria Padilha das Almas e a um espírito que se apresenta com este nome, ao qual relata com riquezas de detalhes sua história. Segue:

"Nasci em uma época em que as pessoas eram dotadas de bons costumes, de bons comportamentos, por eu pertencer a uma família que possuía tais tradições, que procuravam estar de acordo com a sociedade ao qual pertencíamos, tive que seguir certas regras impostas, assim quando atingi determinada idade fui então apresentada à um rapaz de acordo com a escolha de meu pai, ao qual teria que me casar, vivenciando e realizando desta forma a constituição de minha família. Passado um certo tempo, chegou o dia que esta vontade teve de ser realizada, dando assim início ao período mais caótico de minha vida terrena. Vivi durante anos ao lado de um homem que pensava que eu não via, sabia, ouvia ou que eu simplesmente tivesse noção que possuía outras mulheres, um homem envolvido com jogatina, bebidas, dívidas que nos assombravam e a violência física ao qual eu sofria. Eu nem sabia mais onde morava, eram tantas as mudanças de cidade, de estado e em uma destas mudanças me apaixonei por um rapaz de forma intensa e verdadeira. Com ele pude sentir o gosto doce, verdadeiro do amor, da liberdade, pude viver de fato, mas por uma grande ironia do destino, pelas fofocas daqueles que vigiavam meus passos meu marido veio a descobrir minha relação fora do casamento. Um dia, eu e meu rapaz fomos brutalmente mortos, assassinados de forma cruel, degolados, esquartejados por meu marido e seu amigos. O homem que deveria entender minhas mágoas, assumir seus erros, me dar o direito de escolha, direito não existia naquela época, simplesmente me tirou a vida. Por isto digo, que os erros que os outros comentem contigo pode ser os erros que um dia você realizou, cada um tem o direito ao livre arbítrio, cada um tem o direito de ir e de conduzir a sua vida mesmo sem saber que tudo já tenha sido predestinado por uma força maior. Se cada um respeitasse primeiramente a si mesmo, este mundo caminharia de uma maneira muito melhor, o problema é que o ser humano pensa que pode julgar, que pode ser dono das pessoas, mas, se parassem de agir desta forma, se parassem de se sentir Deus e se colocassem no lugar uns dos outros poderiam evoluir neste mundo para uma caminhada terrena e espiritual muito melhor

Sou aquela que caminha pela sombra sem ser percebida
Sou aquela que acompanha cada passo
Sou aquela que conhece cada pensamento
Sou aquela que conhece cada ato
Sou aquela que nada passa despercebido
Sou o feitiço
Sou o perigo
Sou aquela que te livra do mal e dos inimigos!"
Maria Padilha das Almas

-Sua catacumba tem mistério, mas ela é rainha do cemitério
Mas ela é loira tem olho azul, Maria Padilha filha de seu Omolu!-

Autor Samir Castro
Contato WhatsApp (21)98144-5906


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