Malandro na Umbanda


Salve a Malandragem!!!
São muitos os conceitos gerados com a passar dos anos sobre a linha de malandros, sobre as entidades de umbanda em si, alguns são difíceis de serem alterados, infelizmente a ideia de que um Espírito na Umbanda está em evolução através da sua manifestação no corpo de um rodante, cavalo, elegun e tantos outros termos, é colocar o ser humano em um patamar elevadíssimo de mais, o que não condiz com a realidade, creio que muitas destas entidades se apresentam no segmento religioso denominado Umbanda, não somente para evoluir, pois já estão em um grau elevado dentro de suas funções espirituais e campos de atuação. Creio que na verdade a manifestação destas entidades em nosso corpo físico se dada para a nossa evolução pessoal, somos nós que estamos necessitando evoluir dentro da espiritualidade, dentro da nossa vida terrena, somos nós que necessitamos de doutrinação espiritual, de auxílio para podermos trabalhar de forma plena com nossos guias espirituais.
Em geral as histórias das entidades espirituais de umbanda nos remetem ao sofrimento, a situações que somente pessoas com alto grau de evolução poderiam suportar, histórias que talvez nós não iramos suportar passar. São entidades que conseguiram ter a compreensão sobre a vida, é assim que se tornaram eternos conselheiros da humanidade, pois de alguma maneira atingiram um altíssimo grau de evolução. Seja durante a vida ou após a sua passagem, de alguma forma conseguiram atingir e subir dentro do grau evolutivo
Hoje gostaria de falar um pouco sobre a linha de Malandros, uma linha que admiro muito, o seu surgimento ainda é uma grande incógnita e muitos zeladores/zeladoras não sei por qual motivo não consideram esta linha de trabalho espiritual.
Não podemos nos esquecer que a espiritualidade é muito mais ampla do que imaginamos, a Linha da Malandragem ou Linha de Malandros possui uma relação com a história da abolição da escravatura, a partir do momento que homens e mulheres estavam libertos tendo a necessidade de arrumar meios de sobrevivência.
Ao meu ver esta linha de trabalho espiritual simboliza a inclusão, a não classificação e a revolta contra a separação de pessoas através de cor, classe social e religiosidade. Esta linha simboliza a inclusão, a não classificação e contra a separação das pessoas através da cor, da classe social ou religião.
Os nomes que estas entidades se apresentam estão relacionados aos locais de trabalho, de morada, origem ou de condição de vida durante a estaria dos mesmos na Terra e por isso é comum vermos nomes como por exemplo: Sete Navalha – que é uma associação ao jogo de capoeira, Zé do Cais – que faz uma associação ao meio de trabalho no porto e tantos outros nomes.
A linha de Malandros simboliza a luta constante pela sobrevivência e conquistas.
Simbolizam o equilíbrio de todas as emoções, dos sentimentos, nos ensinam que se hoje as lágrimas correm em nossos olhos sempre encontrarão um momento de felicidade, ou seja, é o encontrar a felicidade até mesmo dentro do sofrimento, assim o sofrer se torna nulo. Esta linha nos ensina isso e infelizmente não temos tal compreensão.
A linda de malandros possui muita similaridade com a linha de Exú e outras linhas.
Os Malandros estão relacionados à esperteza, flexibilidade, agilidade, raciocínio lógico, persistência, atuando assim nos campos relacionados a problemas de justiça, amor, dinheiro, abertura de caminhos e saúde.
Entidades que trabalham na linha de Malandros:
Zé Pilintra, Zé Malando, Zé do Coco, Zé Moreno Zé Pereira, Zé Pretinho, Zé da Encruza, Zé Cais, Malandrinho, Malandro, Camisa Preta, Camisa Listrada, Sete Navalhas, Malandro do Morro, Sete Facas, Sete Esquinas, Maria Navalha, Maria do Cais, Maria Sete Ferros, Malandro das Almas, Sete Cadeados e tantos outros.
Muitos antigos relatam que no início, os toques destinados aos Malandros em alguns lugares não possuíam o uso de atabaques e sim apenas o uso de instrumentos como agogô ou improvisados como garrafas e muitos traziam pontos que eram entoados no ritmo de samba. Em outros relatos já falam justamente do uso dos atabaques nas giras relacionadas a estas entidades.
O uso de vestimentas tais como camisas listradas nas cores vermelho com branco, branco com preto, roupagem branca, fazem uma alusão ao samba, a capoeira, a boemia, a esperteza, agilidade, ou seja, a malandragem em si. Como sabemos a capoeira e a malandragem possuem uma grande relação, pois a mesma estava relacionada à sobrevivência do povo negro, que ao praticar este esporte eram considerados malandros ou vadios em uma época não muito distante. O terno branco poderia simbolizar que aquele era um exímio capoeirista, aquele que possuía agilidade, esperteza e que sabia sair da roda sem nenhuma sujeira em suas vestes.
O lenço no pescoço simbolizava o malandro perigoso, aquele que estava ou estaria disposto a uma briga de navalha.
A presença de elementos tais como dados, punhais, navalhas, baralhos, lenço, camisas listradas, ternos, todos estes elementos estão relacionados a história de vida destas entidades, seus comportamentos e principalmente simbolizando que apesar das dificuldades apresentadas pela vida tudo se torna melhor sendo enfrentado com dignidade, com alegria, com fé e com esperança em dias melhores. É isso que esta linha nos ensina.
Autor Samir Castro - Orientador Espiritual
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