A Criação do Mundo, Da Humanidade e o Homem que ainda Insiste em Desafiar Deus!!!


A Criação do Mundo, Da Humanidade e o Homem que ainda Insiste em Desafiar Deus!!!!
Olá Leitores do Site Espiritualidade Positiva, Blog Esu Akesan e Página Orixás Amor e Fé, hoje vou apresentar a minha visão sobre a Criação do Mundo e da Humanidade de uma forma bem simples e objetiva. Contata por mim com aquilo que eu acredito que seja o correto, não estou aqui para corrigir ninguém, nem ser melhor do que ninguém, meu intuito neste texto é transmitir a minha visão e entendimento. Uma pequena peneira que fiz baseada em diversos estudos.
Em um determinado momento, em uma época bem distante tudo que existia era apenas uma massa de ar, aquela massa de ar era o que chamamos de Olórùn (o Senhor dos Céus), Deus, o Pai da Criação. Quando ele realizava movimentos, ou quando o ar passava acabava dando origem para a água, assim a água e ar em contato acabaram dando origem para o surgimento de Oxalá, da movimentação constante do ar e da água acabou por dar origem a uma matéria solida, avermelhada.
Assim então Olórùn antes de criar a Terra pediu a Oxalá que modelasse um ser formado daquela material, este ser feito da terra avermelhada onde em seu interior foi colocada um material muito solido, concreto, chamada laterita-vermelha, esta pedra era o seu coração, este ser recebeu então o Emì que vem a ser o sopro divino, logo foi chamado de Yangui, um ser que se movimentava e que continha em seu interior todo conhecimento da existência, este era Èsù o grande Guardião dos Mundos, o Sentinela e o Mensageiro.
Olórùn passado um tempo então resolveu criar a Terra em seguida, assim convocou Oxalá e os demais Orixás Funfun para realizarem esta tarefa, a Oxalá foi entregue uma sacola, chama Apò Iwà (a Sacola da Existência) e a ele também foram dadas algumas orientações para a realização desta tarefa.  
Oduduwa estaria ao lado de Oxalá somente no momento que ela terminasse de realizar as obrigações rituais, que era as orientações dadas por Olórùn, que Oxalá também recebeu estas orientações para realizar a sua tarefa, mas ele não quis realizar as mesmas, estava apressado. Oxalá então saiu em missão e no caminho se encontrou com Èsù, então ele perguntou a Oxalá se tinha realizado suas oferendas, Oxalá disse que não, que estava com pressa e seguiu seu caminho.
Èsù então resolveu que não iria permitir que nada fosse realizado, afinal ele era feito através do material da existência, ele conhecia todos os segredos da vida e da morte, por ser primeiro se sentiu ofendido, ele era o senhor de tudo. Então resolver pregar algumas peças em Oxalá para buscar impedir a realizar da tarefa.
Èsù seguiu Oxalá, durante o trajeto começou a criar bastante calor, Oxalá sentindo muita sede, quase não agüentava mais a viagem, ele não percebia a presença do Senhor dos Caminhos, em uma determinada aldeia lhe ofereceram água, em outro leite, mas ele estava apressado.
Já quando não agüentava mais a viagem ele visualizou uma palmeira, Igì Òpe, nela ele fez furo utilizando o seu cajado chamado de Opà Sorò e assim começou a sair o Emù, o vinho de palmeira. Oxalá abriu a sua boca afim de matar a sua sede e tomou em grande quantidade o Emù, acabou ficando embriagado e não conseguira seguir viagem.
Ficou deitado, desacordado, Èsù muito esperto se aproveitou da situação se aproximou e roubou a Sacola da Existência.
Èsù retornou para perto de Olórùn e entrou a sacola contando o ocorrido.
Enquanto isso Odudua seguia as orientações dadas por Olórùn, procurou também Orunmilà que auxiliou na orientação de como deveria ser realizada as oferendas.
Odudua entregou a Èsù 5 galinhas que possuem cinco dedos em cada pata, um pombo, um camaleão , dois mil elos e alguns outros elementos que faziam parte da oferenda.
Èsù pegou uma pena de cada ave e devolveu a Odudua os elos, as aves e o cameleão vivo.
Odudua então seguiu viagem e foi para outra etapa de seu ritual.
Agora Odudua tinha que realizar uma oferenda a Olórùn enaltecendo,  agradecendo a sabedoria e a oportunidade de participar da criação. Ela deveria entregar a Olórùn  duzentos Igbìn (caracóis) que continham em seu interior a água que acalma, chamada de Omì Erò.
Neste mesmo momento Èsù entrega a Olórùn a sacola da existência que estava Oxalá, foi quando como disse acima ele relatou todo o ocorrido e o que Oxalá fez.
Olórùn já estava muito irritado pelo motivo de Odudua não ter ido realizar suas tarefas e ficou mais nervoso ainda por saber das atitudes de Oxalá. Mesmo assim Olórùn recebeu as oferendas de Odudua, então ele abriu Apere Odù, que é uma espécie de almofada onde ele fica sentado, ali ele guarda a água dos Igbìn, para sua surpresa ele percebeu que havia esquecido de colocar na sacola da existência a terra vermelha, então decide entregar a sacola a Odudua para que ela crie a Terra no lugar de Oxalá, pois ele tinha falhado na missão e deixado de cumprir alguns procedimentos.
Odudua então partiu em direção ao Àiyé (Terra), no caminho encontrou Oxalá ainda sob os efeitos do vinho de palma, ela então reuniu os demais Orixás e contou que a ela foi delegada a função de criar a Terra, Ògún que assim como Èsù conhecia o caminho se ofereceu para auxiliar, neste momento então Ògún é chamado de Asiwaju e Oluana (Aquele que desbrava os Caminhos ou Aquele que Guarda os Caminhos).
Chegando ao Opò Órùn Oùn Àiyé (pilar que une o Céu a Terra) eles colocaram os elos para que Odudua pudesse deslizar até o local por cima das águas onde ele deveria lançar a terra, soltar a Pomba que trabalhou por muito tempo espelhando sementes, a galinha de cinco dedos que espelhava a terra para todos os lados e o camaleão que foi avaliar se a terra estava firme.
Ole? Kole?
Ela está firme ? Ela não está firme?
Assim que o camaleão terminou sua tarefa Odudua foi a primeira divindade a pisar na terra, marcando a mesma com a sua pegada, chamada de Ese Ntaiye Odudua.
Esta região foi onde foi fundada Ile Ife, o ponto inicial da criação, logo que Odudua pisou na terra vieram os demais Orixás, logo após Ogum.
Oxalá neste período acordou e ficou muito chateado por não ter realizado a missão.
Olórùn com sua sabedoria incumbiu a Oxalá de criar toda a existência humano, afinal ele tinha modelado Èsù, a partir de Èsù foram criados os seres humanos, a Oxalá também ficou a missão de criar as árvores, os animais e tudo mais que fosse necessário.
Oxalá, chamado também de Obatalà o grande modelador de todas as cabeças, se preparou para vir a Terra, então reuniu todos os Orixas Funfun e se dirigiu para a mesma.
Enquanto isso Odudua que estava consultando Ifà  (Orunmilà) que disse a ela que deveria trabalhar em conjunto com Oxalá para manter a harmonia na Terra, para isso deveria receber Oxalá com reverência no Àiyé e que todos deveriam aceita-lo como Pai e ela como Mãe.
Alguns autores atribuem esta função a Yemowo.
Alguns, assim como eu, acreditam que além disso eles também passaram a criar em conjunto os seres humanos e todos os elementos que conhecemos aqui na terra, sendo chamados de ìyá Lorì e  Bàbá Lorì (Mãe e Pai de Todas as Cabeças).
Mesmo assim surgiu um desentendimento entre eles, que fez com que Olórùn os convencesse a entrar em um acordo, assim Deus colocou Oxalá sentado a sua direita e Odudua a sua esquerda, criando o equilíbrio, a harmonia entre homem e mulher.
Para representar o nascimento, a criação existe algo que chamamos de Igbàdú, a cabaça da existência que é pintada de branco, cortada no meio, onde unidas representam o equilíbrio, a sustentação do mundo, dentro dela existem alguns elementos como efun, waji e outros que simbolizam a criação do mundo. A parte de cima representa Oxalá e a de baixo Odudua.
A Separação do Mundo
Existia uma livre transição entre os mundos, entre o Céu e a terra, nada separava um plano do outro, divindades e homens andavam juntos.
Mas um camponês que morava no limite entre os mundos, estava um pouco triste chateado pois sua mulher não conseguiu lhe dar filhos. Ele pediu muito a Oxalá para que a mulher dele pudesse lhe dar um menino, Oxalá atendeu o pedido. Oxalá então determinou que aquele menino jamais deveria passar os limites do Céu e a Terra.
O pai ensinou o menino sobre esta determinação, o menino foi crescendo e curioso não obedeceu e ultrapassou os limites dos dois mundos.
O menino se aproveitou que o pai teria que entregar sementes no Órùn, o menino fez um furo no saco de sementes para que elas caíssem assim ele ficou conhecendo o caminho seguindo o rastro das mesmas.
O menino seguiu o rastro contando vantagem e dizendo ser mais esperto que os Deuses, Oxalá ficou muito nervoso pegou o seu cajado, bateu ao solo e separou os mundos. Assim ficou limitado o espaço entre homens e os Deus.
Outra lenda conta que produtos do Órùn eram levados para a Terra sem autorização e por este motivo ocorre a separação.
Moral da história meus amigos, confiem sempre em Deus, nos Orixás, não desafiem suas forças, pois toda ação possui a sua reação e sempre que tiver que realizar alguma tarefa lembre-se de sempre fazer tudo bem certinho, se algo faltar tudo poderá dar errado ou ser totalmente perdido.
Pena que o Homem ainda insiste em desafiar a Deus.
Samir Castro 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Exú Cainana

Curiosidades - Exú Brasinha