Curiosidades - Exú Veludo


É muito complexo falarmos sobre entidades, existem diversas visões e opiniões sobre este tema. Falar sobre Exú ou qualquer entidade de Umbanda é delicado, pois sabemos sobre o espírito que deu Origem a determinada linha e por este motivo devemos nos lembrar que existem diversos outros espíritos que atuam na mesma, sendo então falangeiros e atuando como representantes do espírito que à originou. Por isso temos tantos e tantos veludos, como por exemplo Exú Veludo da Estrada, Exú Veludo do Cruzeiro, Exú Veludo das Almas e tantos outros. Geralmente a linhagem de Exú Veludo está relacionada aos Orixás Oxalá(Obatalá), Èsù (Exú Orixá), Xangô e por este motivo é tão comum vermos filhos destes Orixás trabalhando com este guia, o que não quer dizer que o mesmo não manifeste em filhos de outros Orixás.
A História de um Exú pode ser contada de uma forma dependendo do espírito que atua nesta falange, sendo este o motivo de ter tantas histórias relacionadas a um mesmo Exú, pois cada um possui sua origem e sua missão. O nome Veludo está associado a tranquilidade, a calma, palavras bem colocadas, palavras ricas em conteúdo, assim um homem de nobreza, de sabedoria e justiça.
A História que apresentaremos a seguir está relacionada ao Exú Veludo do Cruzeiro e mostra a famosa lei do retorno, a causa e efeito. Lembrando que vem a ser uma história resumida.
"Me chamo Antônio, fui casado com Maria Antonieta, nasci em uma família nobre, conservadora, onde os valores de família, de união e de amor eram pregados constantemente entre nós.
Durante um bom tempo durante minha vida na fazenda, observei meu pai a trabalhar dia e noite, noite e dia. Apesar de dar o seu sangue e cada gota de suor, na realidade não passava de um mero alcoólatra, cobiçador e violentador de mulher. Durante anos vi o mesmo maltratar cada uma dessas mulheres e até mesmo mata-las e enterra-las com o auxilio de seus capangas. Apesar disso procurei dedicar minha vida aos estudos e a música, buscando assim de alguma forma retirar de meu coração, de minha mente as atrocidades de meu pai. Foi assim que fui percebendo que os comportamentos adotados por nossa família em festas familiares, na presença de amigos e festividades em geral não passavam de uma peça teatral para a sociedade, que não sabia o que na realidade se passava, como as surras que minha mãe levava, os inúmeros abortos que foi obrigada a fazer, as inúmeras marcas que eu possuía em minhas costas de facas e correntes, de socos e tantas outras marcas que eu possuía em meu corpo por conta das inúmeras surras que levei.
Como disse anteriormente na fase adulta fui amante da música e do direito, assim pude então estuda-los e até mesmo viajar e conhecer novos lugares. Já adulto em uma de minhas visitas aos meus pais, pude ver que nada  havia mudado, meu pai continuava o mesmo canalha de sempre. Foi então que durante um passeio na fazenda, decidi que iria mata-lo, decidi que eu e meu pai pegaríamos uma trilha, onde faríamos a cavalo, nesta trilha eu colocaria uma armadilha, onde o cavalo ficaria com a pata presa, assim ao cair meu pai quebraria o pescoço durante a queda. Foi assim que o mesmo veio a falecer, mas nenhuma culpa caiu sobre mim, pois em nossa fazenda tínhamos o costume de colocar armadilhas para evitar que animais predadores ou intrusos entrassem na fazenda.
O tempo passou, comecei então a cuidar da fazenda e encontrei durante as minhas idas à cidade a minha esposa, assim dando inicio ao meu castigo. Durante anos sem perceber fui traído, fui roubado, fui totalmente enganado, enquanto eu buscava manter a fazenda de pé minha mulher pensava em joias e encontrar o seu amante.
 Até que em um belo dia ao chegar cansado, achando que eu era melhor que meu pai, que eu era o melhor marido do mundo, me deparei com a minha esposa e seu amante em minha cama. Foi então que peguei uma espada cortando a barriga de ambos e logo em seguida me suicidei.
Assim pude compreender que a justiça feita pelas próprias mãos é falha e assim pude entender a lei do retorno. Esta é uma parte de minha história"

Ferramentas de Trabalho de Exú Veludo:
Estes elementos variam de casa para casa mas de um modo geral utilizam-se de cartolas, bengalas, punhais (trabalhados), terno e capa.

Bebidas Whisky e em geral Charutos.

"Ninguém pode comigo
Eu posso com tudo
Lá na encruzilhada
Ele é Exú Veludo"

Samir Castro


Comentários

  1. Samir Muito bom post!
    Meu senhor no dia do meu aniversário foi mais que um presente!

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  2. Muito obrigado pelo comentário....parabéns e muitas felicidades

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  3. Obrigada, foi exatamente assim que eu vi o guardião com o qual trabalho, ele ainda não falou o nome, mas, é exatamente essa a aparência que ele tem

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