Lògún Odè/Lògún Edè - Logum


Lògún Odè/Lògún Edè é Orixá da caça, da riqueza, um jovem guerreiro que reúne os arquétipos de Odè (Odé) e Oxum. Ao mesmo tempo em que é vaidoso, meigo, sereno, doce, benevolente, astucioso como Oxum, pode ser sério, astuto, solitário, surpreendedor e guerreiro como Odé. Existem diversas lendas que abordam a origem de Lògún. Em algumas delas ele é apontado como filho de Erinlè, que para alguns é considerado um Orixá à parte, que no Brasil é cultuado nos ritos destinados à Odé e à Òsún Ìyépondà, que para alguns também é considerada uma Divindade à parte, cultuada no Brasil nos ritos de Òsún. Porém, outros estudiosos afirmam serem Títulos/Qualidades realmente de Odé e Oxum. Além disso, alguns estudiosos apontam Odè como sendo irmão de Otìn que, uns cultuam como sendo uma Divindade Feminina, uma amazona, no sentido de caçadora e guerreira; e outros, cultuam Otìn como uma Divindade masculina, sendo uma qualidade de Odè. Algumas lendas deste Orixá e alguns estudiosos apontam a sua relação com Ògún (Ogum) e Oyà, com quem foi conviver após ter sido abandonado. Alguns outros mitos apontam até mesmo a sua ligação com Ìyémojà (Iemanjá) e outros apontam a sua ligação com Omolu com quem aprendeu os mistérios da feitiçaria e da cura, após ter sido encontrado pelo mesmo. São diversos mitos, mistérios e curiosidades que cercam este Orixá, criando uma grande fascinação entre os estudiosos e adeptos do Candomblé. O fato do mesmo ter características de Odè e Òsún não significa que o mesmo seja 6 meses homem e 6 meses mulher, não passando de invenção popular e uma interpretação errônea de uma das lendas de Lògún.
Orixá da caça, dos mistérios, dos feitiços, da guerra, é o Orixá da mutação, da transformação e da renovação.

DIA: Quinta-feira e em alguns lugares Sábado
Cores: Azul Turquesa e Amarelo Ouro
SÍMBOLOS: Ofá (arco) e Abébé (espelho)
ELEMENTOS: Terra (floresta) e Água (de rios e cachoeiras)
SAUDAÇÃO: Lògún ó akofà! – Ele é Lògún, peguemos o arco e flecha!

CANTIGA:

Lenda de Lògún Edè
Iepondá era profundamente apaixonada por Erinlé, mas, por ser casada com Ogum, não poderia sequer demonstrar sua paixão pelo grande caçador. Certo dia, Ogum saiu para guerrear e Iepondá se dirigiu ao local onde Erinlé costumava caçar. Encontrou-o à beira de um rio onde havia parado para banhar-se.
Oxum se aproximou dele e o seduziu. Ciente de que a linda jovem era esposa de Ogum, Erinlé tentou resistir, mas sucumbiu à beleza de Iepondá, amando-a ali mesmo, na beira do rio. Iepondá engravidou e, passado o tempo, deu à luz um menino chamado Logum Edé.
Dias após o nascimento, Oxum recebeu a notícia de que Ogum retornava de sua jornada, estando próximo da cidade. Desesperada, pois seu marido não poderia saber da existência da criança, Oxum partiu com o recém-nascido para a floresta. Ao encontrar um lindo lírio, colocou a criança em cima da flor e foi embora. Sua prima Oyá, que estava de passagem pelo local, avistou a bela criança que acabara de ser abandonada, e a pegou para criar, sabendo tratar-se do filho de Oxum. Oyá criou o garoto como se fosse seu filho, ensinando-o a caçar e a pescar. Durante seis meses do ano, Logum se colocava a viver à beira dos rios para pescar e nos outros seis meses embrenhava-se na floresta para caçar.
Por isso afirmamos que Lògún possui as características de seus pais.
Características dos filhos de Lògún Edé: são pessoas meigas, um pouco vaidosas, elegantes, charmosas, cautelosas e observadoras.
São pessoas alegres, sinceras ao extremo, não suportam de forma alguma deslealdade, falam o que pensam e muitas vezes sem analisar bem as palavras que estão dizendo.
Podem ser um pouquinho arrogantes e prepotentes. São perfeccionistas no que fazem, caprichosos e bons amigos.

Samir Castro

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