Lembrar vale a pena

O Blog Èsù Akèsan possui uma linguagem que busca agradar não somente Umbandistas ou Candomblecistas e sim o público em geral. Hoje iniciaremos o nosso texto falando que “Lembrar Vale a Pena”. Seja Umbanda ou Candomblé devemos ter em nossas mentes que o Orixá é “Pai e Mãe” e nossas Entidades os nossos “Protetores” estando conosco 24hs por dia, seja na alegria, na tristeza, na vitória, na derrota, em todos os momentos estamos acompanhados, amparados e protegidos, mesmo que nossos olhos terrenos não permitam ver, estamos sempre protegidos. Às vezes só lembrando de quem nos rege ou guia, numa obrigação, em um trabalho ou função, em um momento de aflição e esquecemos de, ao acordar, agradecer a Èsù, a Deus, ao nosso Guia pelo dia, esquecemos de acender uma vela, esquecemos de comprar uma fava colocar no assentamento do Orixá, esquecemos de comprar um agrado, fazer uma oferenda ou qualquer tipo de ato que nos faça ter um contato maior com o Orixá ou Entidade. Essas pequenas atitudes, o se cuidar constantemente, o se lembrar que o Orixá ou Entidade existe todos os dias nos torna mais felizes, protegidos e até mesmos mais preparados para nossas provações diárias.

Negatividade
Seja qual for o problema que enfrentamos no nosso dia a dia, de saúde, de trabalho, ou seja qual for, sempre estará associado a problemas espirituais. Problema espiritual não é somente  demanda, feitiço, macumba ou como queiram chamar, que é feita por alguém que queira nos prejudicar. A inveja, as aflições, os pensamentos negativos que temos diante de problemas, brigas, discussões, tudo isso gera uma força energética e até mesmo pode causar a influencia de forças negativas. Se estamos falando de Umbanda às vezes um bom sacudimento, um passe ou qualquer ritualística feita pelo dirigente espiritual ou entidade pode reestruturar o ser, a pessoa, isso não significa que ela tem ou deve entrar para uma casa de santo para o desenvolvimento, nem sempre isso é um indicativo de que ela precisa “trabalhar”. O mesmo se aplica no Candomblé. Muitas vezes um bom Ebó e um bom Borì pode acertar a vida de uma pessoa sem que a mesma seja iniciada. Mas tudo isso no caso da Umbanda está unificado às orientações do guia e no caso do Candomblé está relacionado às orientações dos búzios. Infelizmente as pessoas nos dias atuais não se preocupam em fazer as devidas apurações com cautela e acabam muitas vezes induzindo as pessoas a entrarem em suas casas por um interesse maior.

Fios de Contas
Seja Umbanda ou Candomblé o “fio de contas” é um elo de ligação entre a matéria e o espírito. Além de ser uma representação do Orixá, Guia ou Entidade utilizando as cores e elementos que o identificam, o “fio de contas” nada mais é do que um “amuleto”, que utilizamos não somente em trabalhos, mas em momentos de aflição o utilizamos para proteção. Além disso o “fio de contas” pode servir como um catalisador de certas energias e até mesmo servindo como um elemento de corte da energia negativa. Quantas vezes entramos em um determinado lugar onde o ambiente está carregado e nosso “fio de contas” estoura?
Isso é muito comum e muitas vezes o “fio de contas”, seja Umbanda ou Candomblé, exerce uma função protetora aos que o utilizam.

Pequenos gestos, grandes atitudes e grandiosos fundamentos
O maior fundamento que podemos adquirir dentro de uma casa de Orixá, seja ela Umbanda ou Candomblé, é a humildade, que se inicia desde a chegada no terreiro até a nossa saída. Ao partirmos para uma função em nossos terreiros, devemos nos lembrar de saudarmos primeiramente Èsù (Exú), cumprimentarmos o nosso Zelador ou Zeladora, tomar nossos banhos e darmos inicio às funções. Independente que seja Umbanda ou Candomblé, saber chegar, saber sair, é muito importante para harmonia não somente espiritual, como material. O fato de beijarmos a mão de nossos Zeladores, Zeladoras, Ogans e irmãos de santo, não é somente o respeito por sua idade de santo ou seu tempo de sacerdócio, mas é, acima de tudo, o respeito para com o Orixá que rege aquela pessoa. Não importa a idade de santo, o tempo, a troca de “benção” nada mais é do que saudar a divindade de cada ser. Infelizmente para alguns este gesto tão singelo, apenas possui o sentido de superioridade, soberania e arrogância, deixando de lado a essência maior em ambas religiões que é a humildade, o respeito e a irmandade. Bater a cabeça saudando o altar na Umbanda, bater a cabeça aos pés do Orixá no Candomblé cumprimentando nossos assentamentos, levar a nossa cabeça ao chão para nossos Zeladores e Zeladoras, para os nossos mais velhos, é o maior sinal de humildade e respeito que podemos ter dentro de uma casa de santo. Não por soberania, mas por uma questão de respeito ao que nos dá origem, ao que nos mantém, ao que nos zela, cuidando de nós muita vezes 24 horas por dia.

Samir Castro

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