Incorporação 2


Como eu disse no primeiro texto sobre incorporação referente a experiência com a Umbanda:
“a primeira manifestação que tive foi do Sr. Zé Pilintra, no Rio de Janeiro, onde perdi totalmente o controle dos braços e das pernas, porém, via e ouvia tudo ao meu redor. A primeira sensação que tive foi de desespero, me perguntava se eu estava louco, se isso era comum, perguntas e preocupações comuns quando se está iniciando.
Depois de um certo afastamento, devido a mágoas com pessoas da religião, quando retornei, a segunda manifestação que tive foi de um Caboclo, que até hoje não sei quem é, pois sua energia é totalmente diferente dos guias com os quais trabalho, e nessa oportunidade o descontrole corpóreo foi pleno, não via, não ouvia e não sentia nada, apenas adormeci.
Durante o meu desenvolvimento, quantas e quantas vezes tanto na hora de manifestar quanto na hora do guia ir embora, eu rodava o salão inteirinho de forma descontrolada, quantas vezes eu escutei as pessoas conversando com meus guias e eu me perguntava: “será que eu estou ficando doido?”, “será que é coisa da minha cabeça o que eles estão falando?”. Com o passar do tempo aprendi a deixar minha mente livre de pensamentos, não pensando em absolutamente nada, deixando a minha mente vazia, e com o passar dos anos aquela consciência foi se afastando.”

Só que este passar do tempo parecia uma eternidade, muitas vezes eu observava algumas diferenças durante a manifestação de meus guias e assim fui observando qual era a energia que se aproximava e ia me acostumando. Cada um tem um tipo de reação, um tipo de sensação. Aqui estou relatando o que eu sentia naquela época.
Quando se aproximava o Sr. Zé Pilintra eu percebia que minhas mãos adormeciam, um ressecamento em meus lábios e uma pressão na cabeça. Com Preto-Velho observei que sentia como se algo estivesse pressionando meu corpo para baixo e uma sensação de dormência nas pernas. Com os Exús percebi uma aceleração no coração e uma sensação nos braços como se alguém estivesse segurando neles, uma sensação de dormência principalmente nos ombros. Com Caboclo observei que eu sentia como se estivesse tonto, uma sensação de falta de ar, uma pressão em minhas costas. Então por uma questão de compreender melhor o que eu passava, fui perguntando para alguns filhos da casa, mais velhos que eu, e para o responsável. Cheguei à conclusão que aquela sensação além de ser uma identificação do guia, seria uma espécie de ponto de conexão com a entidade, um local onde eu teria mais sensibilidade em sentir a energia que ali se aproximava. E além disso, a consciência estava ali presente como eu relatei no primeiro texto. Foi onde eu cheguei aquela conclusão que eu falei, de deixar a mente livre de qualquer pensamento, aprender a lidar com o que eu sentia, até chegar ao ponto em que eles pudessem trabalhar de forma plena. Além dessas sensações o fato da gente muitas vezes rodopiar, desincorporar e quase demorar para manifestar e ficar rodopiando, isso faz parte do controle da mente de cada um, é um trabalho de cada ser, consigo mesmo, claro que auxiliado por seus responsáveis. O que eu quero dizer com isso tudo? É normal!
É muito comum estes questionamentos, essas sensações, algumas pessoas relatam que até mesmo sentem cheiros, ou que escutam vozes; como eu disse, existem diversas e diversas sensações, isso vai de pessoa para pessoa.
Como relatei no texto anterior existem pessoas que possuem consciência a vida inteira e precisam trabalhar a autoconfiança, e existem aqueles que já manifestam a inconsciência. O que devemos entender é que o trabalho da mente, o equilíbrio, é que fazem com que o guia possa trabalhar e auxiliar aqueles que o procuram.

Samir Castro

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