Ìyánsà (Iansã)/Oyá





A Função de um Sacerdote perante sua comunidade religiosa é garantir a união e a aceitação perante a Sociedade. A função de um Sacerdote é acolher a todos, respeitando suas diferenças. Como Sacerdotes temos o dever de COMBATER AS DROGAS, A HOMOFOBIA, A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E TODO E QUALQUER TIPO DE DISCRIMINAÇÃO.”
(Samir Castro)


Hoje apresento um texto sobre Ìyánsà (Iansã)/Oyá.

Ìyánsà (Iansã)/Oyá é representada pelas ventanias, é a rainha dos raios e senhora do tempo. Ela simboliza a modificação, a mudança brusca de comportamento. Esta divindade é a senhora dos ventos, das águas e do fogo.
Seu dia de culto no Brasil é a quarta-feira. Os nomes Iansã e Oya referem-se a mesma divindade. Ìyánsà (Iansã) possui diversos significados. Segundo alguns historiadores, este nome significa “A Mãe dos 9 Céus”. Outros afirmam que significa “Aquela que tem um brado alto”. O nome Oyá está relacionado aos cultos de Ìgbalè que está diretamente ligado ao rito de Bàbá Egùn (Ancestrais). Oyá é o nome dado a Iansã por ser considerada a Mãe do Rio Níger, considerado o rio onde habita esta grande mãe. O Rio Níger é conhecido pelo nome Odò Ìyá (Mãe do Rio) que é uma homenagem a este grande Orixá.

Ferramentas: Erùkerè  (rabo de cavalo) e espada
Dia de Culto no Brasil: quarta-feira
Cores: terra-cota ou marrom avermelhado
Saudações: Eépàrìpàá! Odò Ìyá! - Eu Saúdo a Mãe do Rio Níger! Oh Mãe do Rio!
Epàá Rey! - Eu Saúdo a Mãe que dá seu brado alto!

Existe uma lenda que demonstra a relação de Oyá e os Egùn (Mortos)

Oyá não podia ter filhos, e foi consultar um Bàbáláwò (advinho). Este lhe disse então, que, se fizesse oferendas ela os teria. Um dos motivos de não os ter ainda era porque ela não respeitava o seu tabu alimentar que a proibia de comer carne de carneiro. A oferenda seria de dezoito mil búzios, muitos panos coloridos e carne de carneiro. Com a carne de carneiro o Bàbáláwò preparou um remédio para que ela o tomasse; e nunca mais deveria comer desta carne.
Os panos deveriam ser entregue como oferenda junto com os búzios.
E assim ela fez e, tempos depois, deu a luz a nove filhos (número de Oyá). Daí em diante ela também passou a ser conhecida como “Ìyá Omo Mésàn”, a mãe dos nove filhos, o que pode ser um dos significados do nome Ìyánsà.

Outra Lenda:
Oyá sopra a forja de Ogun e cria o vento e a tempestade
 
 Oxaguiã estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente.
Oxaguiã pediu a seu amigo Ogum urgência. Mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo.
Tanto reclamou Oxaguiã que Oyá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar a fabricação. Oyá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado de calor derretia o ferro mais rapidamente. Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiã venceu a guerra.
Oxaguiã veio então agradecer Ogum. E na casa de Ogum enamorou-se de Oyá. Um dia, fugiram Oxaguiã e Oyá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Oxaguiã voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Oyá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Oxaguiã, onde vivia, Oyá soprava em direção à forja de Ogum.  E seu sopro atravessava toda a Terra que separava a cidade de Oxaguiã da de Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas que com furor atiçava.
E o povo se acostumou com o sopro de Oyá cruzando os ares e logo o chamou de vento.  E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oyá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oyá e o povo chamava a isso tempestade.

Mais uma Lenda:
Oyá recebe o nome de Iansã, mãe dos nove filhos

Oyá desejava ter filhos, mas não podia conceber
Oyá foi consultar um babalaô e ele mandou que ela fizesse um ebó.
Ela deveria oferecer um  carneiro, muitos búzios e muitas roupas coloridas.
Oyá fez o sacrifício e teve nove filhos.
Quando ela passava, indo em direção ao mercado, o povo dizia:
"Lá vai Iansã".
Lá ia Iansã, que quer dizer mãe nove vezes.
E lá ia ela toda orgulhosa ao mercado vender azeite-de-dendê.
Oyá não podia ter filhos, mas teve nove, depois de sacrificar um carneiro.
E em sinal de respeito por seu pedido atendido
Iansã, a mãe de nove filhos, nunca mais comeu carneiro.

Existem diversas lendas e histórias sobre Oyá/ Ìyánsà (Iansã), uma delas conta que Oyá teve 9 filhos com Ògún (Ogum) e estes vieram a nascer mortos. Vamos a uma curiosidade sobre os 9 Omo Egùngùn ti Oyá (Os Nove Filhos Mortos de Oyá).
 Emálègàn (Emalegã) – Este nasceu arrancado do ventre de Oyá. Foi coberto por panos. Nasceu no primeiro dia de tempestade.
Yorungàn (Iorungã) – Este nasceu no segundo dia de tempestade, representa a vaidade de Oyá. Veste-se de palha.
Akungàn (Akungã) – Este nasceu no terceiro dia de tempestade. Foi criado nos bambuzais.
Orungàn (Orungã) – Veste-se de maríwò (folha de dendezeiro), vive nas florestas, principalmente escondido em buracos. Usa um atorí (vara) feito de palmeiras.
Rungàn (Rungã) – Ele se encontra no caminho, próximo aos bambuzais.
Dwyogàn ou Gyogàn (Duiogã ou Giogã) – Veste-se com roupas feitas de pele de búfalo. Está ligado à caça.
Ungà (Ungã) – Se esconde nas árvores grandes, está relacionado com a transição dos mundos. Vive nos campos santos.
Bungàn (Bungã) – Está ligado as mudanças repentinas.

Existem outros historiadores que dão outros nomes com as mesmas definições. Vejam estes nomes
- Imalegà /  Iorugà /  Akugà/  Urugà /  Omorugà / Demó /  Reigà / Heigà /  Egùngùn 

Oyá Mésàn Òrún – Por sua ligação com os mortos, principalmente por seus nove filhos, Oyá é responsável pela transição dos espíritos para os planos espirituais. Ela é a responsável pelos 9 espaços no Céu. Veja aqui em nosso blog, no lado esquerdo, 4 vídeos que tratam sobre estes espaços.

Alguns títulos ou Qualidades deste Orixá:

Oyá Petù – ligada a Xangô.
Oyá Onirà – jovem guerreira ligada a Ogum e Oxum
Oyá Bagàn – Oyá ligada a Oxossi e Osanhe.
Oyá Topè – ligada a Oxum e Exú
Oyà Ijibí- ligada a Oxalá

Oyás de culto Igbalé:

Oyá Egunitá – Veste-se de branco e usa maríwò (folhas de dendezeiro). Ligada a Oxalá, Nanã, Omolu. Está ligada ao vento do bambuzal.
Oyá FunàVeste-se de branco e maríwò (folhas de dendezeiro). Ligada a Oxalá, Nanã, Oxumaré e ao centro do bambuzal.
Oyà Padà –Veste-se de branco e maríwò (folhas de dendezeiro). Ligada a Oxalá, Omolú, Nanã e ao bambuzal.
Oyá Tanan-Veste-se de branco e maríwò (folhas de dendezeiro). Ligada a Oxalá e Nanã e ao bambuzal.
Oyá Igbalè – Veste-se de branco e maríwò (folhas de dendezeiro). Está ligada ao bambuzal, a Exú, Ogum, Oxalá, Omolu e Nanã.


Comentários

  1. Olá Baba,Motumbá..

    Você pode me dizer alguma coisa sobre a qualidade de Oyá Agamberin???Obs: Aorei o blog..Parabéns

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    Respostas
    1. Mo Túmbà Asè, vou pedir que entre em contato pelo e-mail luzeverdade@luzeverdade.com.br

      Obrigado pelo contato...abraços

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  2. Muito lindo o seu blog.
    Sou filha de Oxum, mas assim mesmo seu blog está lindo.
    Parabéns

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  3. Parabéns, meu irmão. Adorei. Mo tùmbá!

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  4. Parabéns. Adorei, meu Irmão! Mo Tùmbá!

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